segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ATIVIDADES OUTONO - Lenços bordados

No Clube de Cultura Portuguesa foi tratado o tema Outono, com leitura de lengalengas, contos populares, travalínguas , adivinhas e receitas culinárias à base de castanhas, fruto típico da época.
Ficou um registo pictórico das atividades desenvolvidas, o grupo presente neste Clube, desenhou alguns lenços de outono, à semelhança do que acontece com o lenço dos namorados, tão característicos da cultura portuguesa.
Estes lenços foram entregues pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Valencia de Alcántara ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Marvão, num ato simbólico de união entre as duas localidade irmãs, e estiveram expostos na Feira da Castanha de Marvão, edição de 2015.
As fotos ilustram o momento da entrega.











segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Lenda da Sopa da Pedra

Em Portugal há muitos contos e lendas. A lenda da sopa de pedra é muito curiosa. É, aliás, a curiosidade,a característica que está subjacente a esta lenda. Ora, vamos ler.

A LENDA DA SOPA DA PEDRA

Tal como quase todos os costumes, tradições e também gastronomia regional, a Sopa da Pedra tem uma lenda associada...

Um frade andava no peditórioChegou à porta de um lavradornão lhe quiseram  dar esmola. O frade estava a cair com fome, edisse:

Vou ver se faço um caldinho de pedra!
pegou numa pedra do chãosacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para elapara ver se era boa para fazer um caldo. A gente dacasa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.
Perguntou o frade :
Então nunca comeram caldo de pedra lhes digo que é uma coisa boa.
Responderam-lhe :
Sempre queremos ver isso!
Foi o que o frade quis ouvirDepois de ter lavado a pedrapediu :
- Se me emprestassem  um pucarinho.
Deram-lhe uma panela de barroEle encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha  ao  das brasas.
DeixaramAssim que a panela começou a chiartornou ele :
- Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveuferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via. Dizia o fradeprovando o caldo :
Está um bocadinho insossoBem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o salTemperouprovou e afirmou :
- Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras.
O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.
Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade :
- Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça.
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era uma regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:
- Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade :
- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.




Lenços de Outono

Dedicámos as sessões de outubro a ler poesias, lengalengas, adivinhas, contos e rimas sobre o outono. Falámos dos frutos desta época e vimos receitas gastronómicas da cultura portuguesa.
Pintámos e bordámos alguns lenços comemorativos da época.








A Lenda de São Martinho

No Clube de Cultura Portuguesa lemos a Lenda de São Martinho.